A importância da ABR nas áreas de PLD-FT

Entenda o conceito desta metodologia e conheça os avanços trazidos por sua implantação

Disponibilizado em 18/04/2019

 

Por: Sidnei Soares

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Observar os riscos nos processos de aceitação, monitoramento, análise e reportes de clientes é uma tarefa complexa e delicada. São muitas informações e dados para organizar e analisar. Pensando em otimizar este processo, e aumentar a assertividade com a eliminação do falso positivo, desenvolveu-se o conceito de ABR, Abordagem Baseada em Risco ou Risk Based Approach (RBA).

 

Trata-se de uma metodologia, que garante às instituições financeiras que os controles implementados, em cada caso, sejam proporcionais aos riscos identificados. 

 

Desta forma, as situações não são mais tratadas de maneira genérica. Na prática, isso significa, por exemplo, que a movimentação de determinado valor pode ser rotineira para um cliente, mas representar uma atipicidade para o outro. Assim, a primeira situação não necessita de uma averiguação mais apurada, porém, a segunda exige mais recursos nas análises.

Este conceito representou um grande avanço, pois antes todas as transações eram analisadas com os mesmos recursos, ou seja, transações rotineiras eram misturadas com transações suspeitas, aumentando o trabalho e o número de falso positivo.

 

Com a ABR, as instituições otimizaram tempo e recurso, debruçando-se apenas nas operações que realmente representam suspeitas. 

 

Para isso, é necessário que cada instituição desenvolva uma metodologia específica, que leve em conta as características de suas ferramentas e de seus clientes, além de seu nicho de negócio. Assim, as análises passam a ser mais assertivas, pois cada cliente é analisado por um parâmetro específico, que leva em conta seu histórico de movimentações.

Desta forma, as empresas passam a implantar processos capazes de identificar, avaliar, monitorar e mitigar os riscos de lavagem de dinheiro de forma eficaz, pois, onde os riscos forem mais altos, serão adotadas medidas reforçadas para administrar e mitigar tais riscos e, onde os riscos forem menores, serão utilizadas medidas simplificadas.

 

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No Brasil, esta metodologia ganhou força em 2012, quando o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI) revisou as suas recomendações para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/CFT), incluindo a ferramenta na Recomendação 1.

Atualmente, a Abordagem Baseada em Risco (ABR) pode ser vista como essencial para o futuro, uma vez que faz com que as ações de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo reduzam os custos e aumentem a assertividade.

 

 

Conheça o Autor

Autor

Sidnei Soares

Graduado em Ciências Contábeis, com MBA em Finanças Empresariais pela FIA/USP. Certificado CPA20 e PQO Compliance, e em fase de certificação ACAMS. Possui mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro com trabalhos nas áreas de Compliance, PLD-CFT, Controles Internos e Auditoria.