Palestra: Perspectivas para a próxima rodada de avaliação mútua do Brasil pelo GAFI

Acompanhe em tempo real os bastidores e a cobertura da palestra ministrada por Bernardo Antonio Machado Mota, que será também transmitida ao vivo

Disponibilizado em 10/12/2019

 

Bernardo Mota - Coaf - IPLD

Acontece hoje, 10/12/2019, a palestra "Perspectivas para a próxima rodada de avaliação mútua do Brasil pelo GAFI", que será ministrada pelo Coordenador Geral de Articulação do Coaf, que acontecerá na sede do IPLD e também será transmitida ao vivo on-line. 

O objetivo é levar mais informação sobre o assunto a profissionais de diversos setores obrigados a prevenir e combater a Lavagem de Dinheiro, o Terrorismo e seu Financiamento.






Confira o teaser da palestra

 

Você ter acesso ao material da palestra clicando aqui.

As inscrições ainda podem ser feitas pelo e-mail contato@ipld.com.br

 

Veja a galeria de fotos com os bastidores da palestra e acompanhe momento a momento esse evento. 

 

17:00 - Bernardo Mota chega de Brasília para o evento

 

O palestrante e representante do Coaf chega à sede do ILPD para o evento. Confira as fotos dos preparativos para sua palestra, que acontecerá em algumas horas. 

 
Image

Bernardo Mota na sede do IPLD. 

Image

Palestrante falará sobre as perspectivas e projeções internacionais do Brasil. 

Image

O evento contará com profissionais renomados da área de PLD-FT

 

19:30 - Tem início a palestra

Acaba de começar a palestra sobre a próxima rodada de avaliação mútua do Brasil pelo GAFI. A avaliação mútua é feita pelos países previamente aprovados pelo GAFI. Após esse ciclo, o próprio GAFI realiza a acareação dos resultados a fim de definir a nota do país avaliado. Isso funciona como uma grande avaliação de risco para investidores e aspirantes.

Público da palestra, na sede do IPLD.

Essa avaliação é feita utilizando 40 recomendações como parâmetro. "Uma Política é eficiente na medida em que o risco é colocado como fator usado para elaboração dessa política”. Não por acaso essa é a recomendação número um do GAFI, segundo Bernardo.  

 

Todas as outras devem ter o componente risco como orientador. Isso porque, em muitas situações, o criminoso se esconde por trás de uma estrutura, por isso é preciso criar mecanismos de verificação concisos, especialmente nos dias de hoje, em que é preciso supervisionar não apenas o dinheiro físico, mas também as moedas virtuais, que podem dificultar essa vigilância. 

 

"O produto do crime pode ser até mais importante do que o criminoso, porque é ele o que pode sufocar a capacidade financeira de uma organização criminosa", afirma. 

Avaliação é feita por países que recebem treinamento do GAFI

A avaliação do GAFI envolve conversas com o setor privado e público, para que se possa diagnosticar se as normas estão erradas ou o setor não está entendendo essas regras, no caso de descumprimento. Com isso, podem surgir alterações de normas para que os recursos sejam utilizados nos locais corretos, onde o risco realmente está.

 

Um dos pontos da avaliação do GAFI é a ANR (Avaliação Nacional de Riscos), utilizada como parâmetro para que seja feita a avaliação internacional. 

 

“Boa avaliação nacional mostra que as medidas tomadas foram resultado de boa identificação dos riscos”. Ou seja, se essa avaliação apontou fatos como corrupção, por exemplo, tudo como algo importante e cujo apontamento mostre que isso está sendo atacado. Afinal, não se pode apontar uma coisa e atacar outra.

 

Mas uma vantagem reiterada pelo Coordenador-Geral do Coaf é o fato de o Brasil estar à frente de alguns aspectos desse tipo de política, como a não diferenciação entre estrangeiros e brasileiros para tratar as Pessoas Expostas Politicamente (PEPs).

Uma das consequências da reprovação é a dificuldade para realizar tansações comerciais.

Para uma boa avaliação, é preciso apresentar fatos, estatísticas e casos práticos. As estatísticas endossam os fatos apresentados e mostram se sua estrutura é funcional. Enquanto isso, os casos práticos colocam em voga a aplicabilidade e eficácia dessas normas. 

 

O palestrante alertou para os riscos da reprovação de um país nessa avaliação, que incluem dificuldades comerciais e financeiras, além de problemas diplomáticos e políticos. Segundo ele, a importância de políticas que possam coibir a lavagem de dinheiro é, inclusive, reconhecida pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).